Se você está começando a investir em 2026, o mais importante não é “acertar o investimento perfeito”, e sim criar bons hábitos: investir todo mês, entender os riscos e fugir de promessas de dinheiro fácil. A seguir, veja 7 tipos de investimentos indicados para iniciantes em 2026, com linguagem simples e foco em segurança e educação financeira.1. Tesouro Direto: o ponto de partida mais seguro
Para quem está começando, o Tesouro Direto costuma ser a porta de entrada ideal.
Os títulos públicos são emitidos pelo governo e, na prática, são considerados um dos investimentos mais seguros do país.
Por que é bom para iniciantes em 2026:
- Começa com pouco dinheiro (geralmente a partir de cerca de R$ 30–50).
- Fácil de entender: você empresta dinheiro ao governo e recebe juros.
- Pode ser usado para objetivos diferentes: reserva de emergência, aposentadoria, metas de médio prazo.
Principais tipos para você conhecer:
- Tesouro Selic: ideal para reserva de emergência, pois acompanha a taxa básica de juros e tem baixa oscilação de preço.
- Tesouro IPCA+: protege seu dinheiro da inflação, bom para objetivos de longo prazo, como aposentadoria.
- Tesouro Prefixado: você já sabe a taxa que vai receber se ficar até o vencimento.
2. CDB de bancos: rendendo mais que a poupança
Os CDBs (Certificados de Depósito Bancário) são títulos emitidos por bancos para captar dinheiro.
Você empresta dinheiro para o banco e recebe juros em troca.
Por que vale a pena em 2026:
- Muitos CDBs rendem mais do que a poupança, principalmente quando os juros estão em patamares interessantes.
- Existem CDBs com liquidez diária (podem ser resgatados a qualquer momento), ótimos para reserva de emergência.
- Contam com proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) até um certo limite por CPF e instituição.
Dicas para iniciantes:
- Comece pelos CDBs de liquidez diária, que rendem um percentual do CDI (ex.: 100% do CDI).
- Só depois, quando se sentir mais seguro, avalie CDBs de prazo maior e sem liquidez diária, que costumam pagar taxas melhores.
3. Fundos DI e fundos de renda fixa simples
Se você não quer escolher título por título, pode usar fundos de investimento.
Para quem está começando, os fundos DI e fundos de renda fixa simples são boas portas de entrada.
Vantagens em 2026:
- Gestão profissional: um gestor escolhe os títulos por você.
- Boa alternativa para quem quer algo parecido com a renda fixa, mas com facilidade de aplicação e resgate.
- Indicados para objetivos de curto e médio prazo, dependendo do tipo de fundo.
Atenção:
- Verifique a taxa de administração – taxas muito altas podem comer boa parte da sua rentabilidade.
- Veja se existe tempo mínimo de permanência ou taxa de saída.
4. Fundos Imobiliários (FIIs): investindo em imóveis com pouco dinheiro
Fundos Imobiliários permitem que você invista em imóveis sem comprar um imóvel inteiro.
Você compra cotas do fundo, que investe em shoppings, galpões, escritórios, hospitais, entre outros.
Por que são interessantes para 2026:
- Possibilidade de receber rendimentos mensais, que podem funcionar como uma renda extra.
- Acessíveis: é possível começar com valores relativamente baixos, comprando poucas cotas.
- Ajuda a diversificar sua carteira, saindo apenas da renda fixa.
Riscos e cuidados:
- O valor das cotas pode subir e descer (renda variável).
- Rendimentos não são garantidos: dependem da performance dos imóveis e da gestão.
- Pesquise fundos com histórico consistente, boa taxa de ocupação e gestão sólida.
5. ETFs: jeito simples de investir em ações
Se você quer começar a investir em ações sem escolher empresa por empresa, os ETFs (fundos de índice) são uma opção.
Eles replicam um índice, como o Ibovespa ou índices de ações internacionais.
Por que fazem sentido em 2026:
- Diversificação automática: com um único ETF, você se expõe a várias empresas.
- Custos geralmente menores que fundos de ações tradicionais.
- Bom caminho para quem quer começar na renda variável com estratégia mais simples e de longo prazo.
Boas práticas para iniciantes:
- Use ETFs para objetivos de longo prazo (5, 10, 20 anos).
- Invista aos poucos, todo mês, sem tentar “adivinhar o melhor momento”.
6. Ações de empresas sólidas: começando devagar
Ações representam a “pequena parte” de uma empresa.
Investir nelas significa se tornar sócio e participar dos resultados no longo prazo.
Por que considerar ações em 2026:
- Potencial de ganhos maiores no longo prazo do que a renda fixa.
- Possibilidade de receber dividendos, que são parcelas dos lucros distribuídas aos acionistas.
- Permite que você aproveite o crescimento de empresas e setores promissores.
Mas cuidado:
- A volatilidade é alta: os preços sobem e descem diariamente.
- Comece com pequena parte do seu capital e priorize empresas consolidadas, com histórico de resultados e boa governança.
- Nunca invista em ações com dinheiro que você pode precisar no curto prazo.
7. Previdência privada e planos de longo prazo
Se seu objetivo é pensar no futuro, aposentadoria ou independência financeira, a previdência privada pode ser uma opção complementar.
Por que olhar para isso em 2026:
- Possibilidade de benefícios fiscais, dependendo do plano (como o PGBL para quem declara IR no modelo completo).
- Disciplina: alguns planos permitem contribuições automáticas mensais.
- Pode ser parte da estratégia de longo prazo junto com Tesouro IPCA+, ETFs, ações e FIIs.
Cuidados ao escolher:
- Compare taxas de carregamento e taxas de administração – taxas altas reduzem muito o resultado final.
- Prefira planos com histórico transparente, boa gestora e carteiras alinhadas com seu perfil de risco.
Como montar sua primeira carteira em 2026 (exemplo simples)
Para quem está começando, uma carteira de exemplo poderia ser:
- 40–50% em Tesouro Selic ou CDB de liquidez diária (reserva de emergência)
- 20–30% em outras rendas fixas (Tesouro IPCA+, CDBs de prazo maior, fundos de renda fixa)
- 10–20% em FIIs (para renda mensal e diversificação)
- 10–20% em ETFs de ações (Brasil e/ou exterior, focados em longo prazo)
Os percentuais podem variar conforme seu perfil, mas a ideia é: começar pela segurança, aprender e só então aumentar a parte em renda variável.Erros comuns para evitar em 2026
- Investir apenas porque “todo mundo está falando” ou por indicação de influenciadores sem estudar.
- Colocar todo o dinheiro em um único investimento ou ativo muito arriscado.
- Misturar dinheiro de curto prazo (conta de luz, aluguel, viagem próxima) com investimentos de longo prazo.
- Ignorar taxas e impostos, que impactam diretamente seu retorno real.
Conclusão: em 2026, o melhor investimento é conhecimento + constância
- Essa matéria não é uma recomendação de investimentos, ela tem caráter informativo, para que você possa estudar, e escolher o que for melhor pra você

Para quem está começando a investir em 2026, o segredo é combinar investimentos simples e seguros, como Tesouro Selic e CDBs, com uma pequena exposição gradual à renda variável, como FIIs e ETFs. Mais importante do que buscar “o investimento do momento” é criar o hábito de investir um pouco todo mês e estudar continuamente. Comece pequeno, diversifique, respeite seu perfil de risco e pense sempre no longo prazo – é assim que você constrói patrimônio de verdade.
